Ela ignorou os sinais.
Você não precisa fazer o mesmo.
Camila tinha 31 anos e um relacionamento de quase quatro anos. O tipo de amor que parecia sólido — construído com jantares a dois, planos de futuro e a certeza de que ela conhecia bem aquele homem.
Mas algo havia mudado. Ele estava mais reservado. O celular, antes esquecido em qualquer canto, agora era quase uma extensão do corpo. Às vezes ela flagrava um sorriso quando ele olhava a tela — um sorriso que nunca era para ela.
"Você está sendo paranoica", ele dizia. E ela acreditava. Afinal, amar alguém não deveria vir com tantas dúvidas, certo? Então ela abafou a voz dentro dela. Ignorou. Sorriu nas fotos. Dormiu do lado de alguém que já estava em outro lugar.
Quando a verdade finalmente chegou — e sempre chega — o que mais doeu não foi o fim. Foi o peso de ter ignorado cada sinal. De ter calado a própria intuição. De perceber que ela sabia — mas escolheu não ver.
Ela só não sabia como enxergar."